AUMENTO DA TARIFA DE ENERGIA NO AMAPÁ

O povo do Amapá já não aguenta mais. Mês após mês, a conta de energia elétrica chega mais cara, mais pesada e mais injusta. Enquanto famílias fazem malabarismo para pagar o básico, o que se vê nos bastidores do poder é uma encenação política que tenta empurrar a culpa para o futuro e confundir a opinião pública.

A recente viagem do governador Clécio Luís a Brasília é tratada como solução, mas nos bastidores soa como roteiro ensaiado. Reuniões, fotos e discursos são apresentados como resposta à indignação popular, enquanto a realidade continua implacável no bolso do amapaense.

O encontro teve como pano de fundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e contou com a participação do deputado federal Dorinaldo Malafaia, sob as bênçãos políticas dos senadores Davi Alcolumbre e Randolfe Rodrigues. O discurso é de preocupação; a prática, no entanto, é de inércia histórica.

Enquanto isso, a população segue refém da tarifa mais cara do país. A angústia é permanente: escolher entre pagar a luz, comprar comida ou garantir remédios. Não se trata de um problema novo, mas de uma ferida aberta há décadas, que agora sangra ainda mais.

A situação se agravou após o voto da relatora Agnes Costa pela homologação de mais um reajuste de 15% na conta de energia das famílias amapaenses. Um pedido de vista adiou a decisão final, mas não trouxe alívio algum. O aumento está à espreita, e o medo já está instalado dentro das casas.

A chamada “Turma do Atraso” tenta vender a narrativa de que está agindo, quando, na prática, apenas empurra o problema com discursos vazios e agendas calculadas. O povo não se deixa mais enganar. Sente na pele, todos os meses, o desespero de pagar uma conta de luz abusiva, cruel e desumana.

No Amapá, a conta não fecha — e quem paga é sempre o povo.

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