Série de denúncias contra gestão estadual expõe suspeitas em contratos, saúde e educação no Amapá
Irregularidades apontadas envolvem uso de atas falsas, contratos sem licitação, crise na UDE e questionamentos sobre obras públicas; parte dos casos já mobiliza órgãos de controle
MP-AP Investiga Esquema Milionário em Obra do novo Hospital de Emergência de Macapá.
Operação de alto escalão apura desvios e direcionamento de licitações em contrato de R$ 129 milhões; secretários do Governo do Estado e aliados do senador Davi Alcolumbre são o alvo central.
https://bambamnews.com.br/…/mp-ap-investiga-esquema…/
Uma série de denúncias que circulam na imprensa local e em meios institucionais do Amapá tem colocado sob pressão setores estratégicos da administração estadual. Os casos envolvem suspeitas que vão desde irregularidades contratuais até problemas estruturais em áreas sensíveis como saúde, educação e infraestrutura.
Parte dessas denúncias já resultou em movimentações oficiais do Ministério Público do Amapá, enquanto outras seguem sob debate público e análise preliminar. Até o momento, nem todos os episódios possuem confirmação de investigação por parte da Polícia Federal.
Uso de ata supostamente falsa em contratações
Um dos pontos mais graves envolve a utilização de uma Ata de Registro de Preços considerada irregular para viabilizar contratos com a empresa Status Produções. De acordo com despacho do MP-AP, há indícios de que o documento utilizado não teria validade legal, o que levanta questionamentos sobre a legalidade das contratações realizadas pelas Secretarias de Cultura e Turismo.
O caso já foi formalmente reconhecido pelo órgão ministerial, que apura responsabilidades administrativas e possíveis danos ao erário.
Novo Hospital de Emergência sob suspeita
Outro foco de críticas recai sobre as obras do novo Hospital de Emergência (HE), apontado pelo governo como uma das maiores iniciativas da saúde no estado. Apesar disso, denúncias indicam possíveis pagamentos antecipados, além de relatos de calotes envolvendo organizações sociais responsáveis por unidades hospitalares.
A crise se intensificou após a exoneração de gestores ligados à área de infraestrutura, em meio a suspeitas de irregularidades no andamento das obras. O caso ainda não possui, até o momento, confirmação de investigação federal, mas segue sob atenção de órgãos de controle.
“Escândalo das 748 contratações” na educação
Na área da educação, a Unidade Descentralizada de Execução (UDE) tornou-se epicentro de uma das maiores crises administrativas recentes. Denúncias apontam a existência de até 748 contratos considerados irregulares ou sem comprovação efetiva de prestação de serviço.
Diante da repercussão, o governador Clécio Luís decretou intervenção direta na unidade, com afastamento da diretoria e promessa de auditoria completa nos contratos.
O inquérito civil nº 0004302-34.2022.9.04.0001, conduzido pela 1ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público do Estado do Amapá, apura indícios de que o esquema teria sido articulado internamente, com suspeitas recaindo sobre Dejalma do Espírito Santo, apontado como figura central da UDE à época, e sua aliada de confiança, Rita Campos, além de responsabilidades que podem alcançar a cúpula da Secretaria de Estado da Educação do Amapá (SEED).
Passivo trabalhista e crise interna
Além das contratações, a UDE também enfrenta um elevado volume de ações trabalhistas. O próprio decreto de intervenção reconhece a existência de milhares de processos judiciais relacionados à unidade, evidenciando fragilidade na gestão de pessoal.
Como resposta, o governo anunciou medidas emergenciais, como o pagamento de auxílio-alimentação, numa tentativa de conter a insatisfação dos trabalhadores.
Funcionários da empresa UDE denunciam um cenário recorrente de descaso e prejuízo aos direitos trabalhistas, especialmente no que diz respeito ao pagamento do Abono Salarial do PIS. Segundo os relatos, a empresa, ano após ano, estaria declarando de forma incorreta a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), documento essencial para que o trabalhador tenha acesso integral ao benefício.
Infraestrutura e contratos sob questionamento
No setor de infraestrutura, embora haja críticas recorrentes sobre obras e aplicação de recursos —como no caso da rodovia Josmar Pinto (JK) ,
Por outro lado, parlamentares de oposição, como o deputado R. Nelson, têm intensificado críticas ao volume de contratos firmados sem licitação ou renovados sem novos processos concorrenciais.
O MP-AP, inclusive, já emitiu recomendações para suspensão de alguns desses contratos, citando indícios de possível prejuízo aos cofres públicos.
Caixa 2 ou Negócio de Estado? O Contrato que Nunca Morre e Liga o Governo Clécio ao Clã Alcolumbre.
Sob sigilo de uma página interna, SETRAP assina 17ª prorrogação de contrato herdado de 2011 com consórcio de suplente de senador. Aditivo de 135 dias em 2026 alimenta suspeitas de perpetuidade de obra pública e rachadinha legalizada.
https://bambamnews.com.br/…/caixa-2-ou-negocio-de…/
Cenário em aberto
Apesar da gravidade das denúncias, especialistas ressaltam que cada caso segue em estágios distintos de apuração. Enquanto alguns já possuem confirmação de irregularidades administrativas, outros ainda dependem de investigação aprofundada para comprovação.
O cenário revela um ambiente de instabilidade administrativa e crescente pressão sobre os órgãos de controle, que devem definir os próximos desdobramentos nos próximos meses.
LINKS DE OUTRAS DENUNCIAS
1- URGENTE: Empresa de Minas Gerais envolvida em repasse de veículo usado por empreiteira ligada a obras do Governo do Amapá.
A mesma ON HIGHWAY BRASIL mantém contratos ativos com o Governo do Estado do Amapá e também com a Prefeitura de Mazagão, reforçando as suspeitas de uma teia de interesses envolvendo fornecedores de fora do estado e obras públicas milionárias locais.
https://bambamnews.com.br/…/urgente-empresa-de-minas…/…
2- Obra polêmica na JP levanta suspeita de irregularidades e falta de transparência.
Contrato de R$ 100 milhões foi firmado com a Rio Pedreira, empresa do suplente Breno Pinto, mas máquinas de outras empresas, como a D.B Participações, estão sendo usadas na obra.
https://bambamnews.com.br/…/obra-polemica-na-jp…/
3- Favachos e Aliados Lucram com Contratos Secretos no Amapá.
Empresário aliado de Acácio Favacho acumula contratos com o governo, enquanto obra na Rodovia Josmar Pinto segue sem transparência e sob suspeita de acordos informais.
https://bambamnews.com.br/…/favachos-e-aliados-lucram…/
4- Após denúncias e investigação da PF, Codevasf retira maquinário e Setrap assume obra da antiga JK.
Com suspeitas de corrupção e desvio de recursos, obra muda de mãos, mas a grande dúvida permanece: onde foi parar o dinheiro liberado pelo senador Davi Alcolumbre?
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5- Saque Legalizado? Alcolumbre e Clécio Luis Acusados de Financiar Devastação no Amapá com Apoio do Poder Público.
MPF Entra na Justiça Contra Projeto que Beneficia Madeireiros e Deixa 1,2 Mil Famílias à Própria Sorte – E os ‘Heróis’ do Discurso São os Mesmos que Assinam a Sentença.
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6- O Assalto à Saúde no Amapá: O Contrato que Sangrou o CREAP.
Documentos mostram que R$ 1,2 milhão foram para empresa de amigo de gestor em contrato superfaturado e sem licitação.
https://bambamnews.com.br/…/o-assalto-a-saude-no-amapa…/