A categoria dos Policiais Penais do Amapá amanheceu em clima de revolta após declarações feitas pelo Delegado Luiz Carlos Gomes Júnior, que também ocupa o cargo de Diretor-Presidente do IAPEN, durante sessão solene na Assembleia Legislativa no último dia 18 de novembro.
Na fala, o diretor afirmou que a tabela salarial atual seria “uma conquista da categoria pelo Governo do Estado” — declaração que caiu como ofensa para muitos servidores, que veem na política salarial não uma conquista, mas um retrato claro de desvalorização histórica.
A reação veio em forma de nota oficial dura publicada pelo SINPPA nesta sexta (22), que chamou a fala de “incompatível com a realidade” e acusou o diretor de distorcer os fatos ao comparar os salários do Amapá com os do Paraná.
O Sindicato lembra:
A tabela atual não considera o tempo de serviço.
Servidores com mais de 20 anos de carreira ganham praticamente o mesmo que recém-ingressos.
O modelo ignora a complexidade, riscos e desgaste físico e psicológico acumulado ao longo dos anos.
Em resumo: a nota expõe publicamente que não há progressão justa, não há reconhecimento e não há valorização real.
CLIMA PEGANDO FOGO NAS REDES
A nota já está circulando entre grupos de Policiais Penais, que relatam indignação, frustração e sentimento de traição institucional.
A expectativa agora é transformar o debate corporativo em pressão pública, para que sociedade e lideranças políticas vejam claramente a insatisfação da categoria.
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⚠ O recado do SINPPA:
> “Repudiamos qualquer tentativa de deturpação da realidade salarial e desvalorização profissional, principalmente vinda de autoridades que deveriam zelar pelo bem-estar e reconhecimento da Polícia Penal.”
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💣 A crise não é apenas salarial — é de respeito.
E agora ela saiu dos bastidores e foi parar nas redes, onde ninguém pode fingir que não viu.
