Por Jean Bambam
É fato. Nos bastidores da política amapaense, cresce um projeto articulado para eliminar qualquer possibilidade do prefeito Furlan chegar ao Palácio do Setentrião. Fontes ouvidas pelo Bambam News afirmam que a estratégia envolve o controle das principais rádios e veículos de comunicação, lembrando os tempos em que a voz do povo era calada por quem detinha o poder.
O cenário remete a capítulos sombrios da história política local. Quem viveu em Macapá nos tempos de Peri Arquelau, Banha e Barcelos lembra bem: a política era conduzida à base de força, censura e medo. No governo de Capi, casos como a suposta , segundo informações droga plantada no carro do radialista Hélio Nogueira e o fechamento da rádio do Luiz Melo marcaram uma era de repressão. A convenção do PT, na época, terminou em porrada e confusão.
Já sob Waldez, embora houvesse disputas acirradas e desgastes políticos, a perseguição direta perdeu força. Mas o tempo presente, sob o domínio do grupo de Clécio, revive práticas autoritárias e um controle de comunicação que muitos chamam de “tirania moderna”.
A verdade é que a política no Amapá parece um teatro encenado pelos mesmos atores, apenas com figurinos novos. A democracia, que deveria garantir pluralidade e liberdade, tornou-se perigosa para quem ousa desafiar o sistema.
Enquanto o discurso oficial fala em progresso e diálogo, nos bastidores o que se vê é o velho jogo de poder, onde a informação é arma e a opinião, quando contrária, precisa ser silenciada.
