Enquanto o Amapá afunda em crise, governo patrocina luxo da Mangueira no Carnaval do Rio
Enquanto hospitais do Amapá enfrentam falta de medicamentos, escolas sem merenda e servidores aguardam reajustes prometidos, o governo do Estado parece ter encontrado prioridade em outro lugar bem distante de Macapá. Secretários da gestão de Clécio Luís já desembarcaram no Rio de Janeiro para “acompanhar de perto” os investimentos milionários do Estado na Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, que neste ano desfilará com enredo dedicado à cultura amapaense.
O que seria um projeto de “divulgação cultural” virou símbolo de gasto desnecessário e falta de sensibilidade social. Fontes apontam que o valor ultrapassa a casa dos 10 milhões de reais, dinheiro público aplicado em alegorias, fantasias e camarotes, enquanto o Estado enfrenta uma crise financeira declarada.
A presença de secretários e assessores no Rio levanta questionamentos: estão lá em missão institucional ou em viagem festiva bancada pelo contribuinte? Com a máquina estadual travando pagamentos e obras paradas, o luxo da Sapucaí soa como um tapa na cara da população amapaense.
Enquanto isso, o povo do Amapá segue enfrentando ônibus hospitais lotados. A Mangueira, por sua vez, vai brilhar na avenida financiada por um Estado que diz não ter dinheiro, mas que encontra recursos para o Carnaval carioca.
O que se vê é uma gestão que parece confundir promoção cultural com autopromoção política, usando o brilho do samba para tentar mascarar a penumbra da realidade amapaense.
