Professor denuncia perseguição da Sedel em plena disputa do Mundial de Atletismo Paralímpico na Índia

O que deveria ser um momento de orgulho para o Amapá virou motivo de indignação. O professor Marlon Gomes, técnico da paratleta Wanna Brito, está em Nova Deli, na Índia, representando o Brasil e o Amapá no Campeonato Mundial de Atletismo Paralímpico. Mas, em vez de apoio, recebeu um duro golpe: um ofício da Sedel determinando sua devolução para a Seed, assinado pela secretária Cibely Peixoto.

Marlon denuncia que a medida é um ato de retaliação e desrespeito à sua atuação em defesa dos atletas com deficiência. “É muita falta de respeito. A secretaria não está nem aí para as demandas do esporte paralímpico”, criticou.

Enquanto isso, mães de jovens atletas já se mobilizam. Nesta quarta-feira (24), às 15h30, elas estarão na Unifap, em uma entrevista para cobrar passagens ao Campeonato Brasileiro de Jovens. O pedido, porém, foi negado pela Sedel sob a justificativa de falta de recursos.

O professor lembra que a disputa nacional é fundamental, pois garante bolsas federais de até R$ 1.025, enquanto os Jogos Escolares, defendidos pela Sedel, oferecem apenas R$ 400. “Se não há dinheiro para tudo, é mais lógico priorizar o campeonato brasileiro. Mas parece que a secretária prefere gastar com eventos de vitrine do que com o futuro dos atletas”, disparou.

Marlon ainda aponta que sua postura independente pode ter motivado a represália. “Talvez a raiva dela seja porque pedi às mães que priorizassem a competição de outubro. Eu me preocupo com os atletas paralímpicos e com o futuro deles, não com a política e nem com a vaidade da secretária”, concluiu.

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