A cúpula do Congresso Nacional mostrou, mais uma vez, que governa de costas para o povo. Em plena crise econômica e com o brasileiro sufocado pelo custo de vida, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), protagonizaram um verdadeiro atentado contra os interesses populares.
Na surdina, com apoio da velha política, Davi e Hugo colocaram em votação e aprovaram o aumento do número de deputados federais. Uma medida que só amplia os gastos públicos, em um Parlamento que já custa bilhões ao país. A justificativa? Nenhuma que convença quem anda de ônibus lotado e faz malabarismo para pagar o aluguel.
Além disso, os dois líderes legislativos barraram a proposta de mudança da escala de trabalho 6×1, que traria mais dignidade e descanso para milhares de trabalhadores brasileiros. Para eles, trabalhador não merece folga, merece chicote.
E como se não bastasse, também embargaram mudanças no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mantendo o tributo que pesa no bolso do consumidor mais humilde. No Brasil de Davi e Hugo, imposto é para pobre pagar, e privilégio é para político manter.
A cereja do bolo é o silêncio ensurdecedor diante do aumento constante da conta de energia elétrica. O brasileiro, que já vive no escuro por falta de condições de pagar a luz, agora assiste à elite política assinar a conta com caneta de ouro.
Enquanto isso, pedem palmas. Mas o povo responde com vaias e revolta. Não há espaço para bajulação a quem detona os direitos da população em nome de acordos escusos e interesses pessoais.
