Por Bambam News
A tensão voltou a crescer entre os militares reformados do Amapá após mensagens que começaram a circular em grupos de aposentados da categoria. Os prints revelam um clima de indignação e desconfiança diante de informações de que a Amprev (Amapá Previdência) estaria discutindo mudanças que podem atingir diretamente parte dos salários de militares que já passaram para a reserva.
Nas conversas, militares afirmam que a previdência estadual e o governo do Estado funcionam como parte da mesma engrenagem administrativa e criticam o que classificam como tentativa de empurrar alterações sensíveis sem qualquer diálogo com quem dedicou décadas de serviço à segurança pública.
“Estão se fazendo de desentendidos”, escreveu um dos participantes do grupo ao comentar o que considera uma postura de silêncio do governo diante da insatisfação crescente entre os reformados.
Outro ponto que aparece nas mensagens é a percepção de que a disputa política já não ocorre apenas nos gabinetes de Brasília ou nos corredores do Palácio do Setentrião. Para muitos militares, a batalha agora também acontece nas redes sociais. Um dos participantes chega a sugerir que um vídeo bem produzido poderia expor a situação publicamente e pressionar as autoridades, mostrando como a categoria estaria sendo tratada.
Nos bastidores, o que mais irrita os militares reformados é a informação de que o governador Clécio Luís estaria evitando conversar diretamente com representantes da categoria sobre o tema. Para muitos, a ausência de diálogo é vista como um desrespeito com quem passou a vida na linha de frente da segurança pública e hoje depende da previdência para garantir sua sobrevivência.
Enquanto a Amprev discute possíveis mudanças que podem atingir os contracheques dos militares, a categoria afirma que falta transparência e sobra silêncio.
A conversa que circula entre os aposentados revela exatamente esse cenário: de um lado, uma categoria tentando ser ouvida; do outro, um sistema que, na visão deles, parece não querer escutar.
Nos grupos de militares reformados, o sentimento é claro e direto: se mexer no bolso de quem já vestiu a farda, a crise pode sair dos bastidores e ganhar as ruas — e também as redes sociais.
