Governo usa peso do cargo para impor 5,4% à educação

GOVERNO PRESSIONA, EDUCAÇÃO RESISTE: MÁQUINA PÚBLICA É MOBILIZADA PARA EMPURRAR 5,4%

O que era para ser uma negociação transparente com a educação virou um verdadeiro teste de força do governo. Nos bastidores da Assembleia, a cena chama atenção: nomes do primeiro escalão foram mobilizados como tropa de choque para garantir a aprovação de um reajuste de apenas 5,4%.

Estiveram presentes Marcos Roberto (Controlador-Geral do Estado), Clicia Vilhena (secretária de Cultura e irmã do governador), Cristina (Casa Civil) e Anne Marques (Transposição) — todos atuando diretamente no processo.

A movimentação escancara uma estratégia clara: usar o peso da estrutura do Estado para pressionar e tentar legitimar uma proposta considerada insuficiente pela categoria.

Enquanto professores enfrentam perda salarial, desvalorização e condições precárias, o governo responde com articulação política e mobilização de cargos e contratos.

Nos corredores, a leitura é dura:

não se trata apenas de negociação — é imposição travestida de diálogo.

E a pergunta que ecoa é inevitável:

se a proposta é justa, por que precisa de tanta pressão para passar?

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