Traição em série: SINSEPEAP se rende de novo e entrega professores no colo de Clécio

O roteiro já é conhecido e, pior, previsível. Em mais um capítulo do que muitos servidores já chamam de “teatro da traição”, a diretoria do SINSEPEAP voltou a fazer exatamente o que a categoria mais teme: recuar quando deveria enfrentar.

Enquanto professores e trabalhadores da educação disseram um sonoro NÃO à proposta de 5,4% do governo Clécio Luís, a direção sindical tratou de agir nos bastidores para esfriar o movimento e pavimentar o caminho para a mesma proposta rejeitada avançar como se nada tivesse acontecido.

A cena se repete há anos. A base se mobiliza, vai pra assembleia, levanta reivindicações legítimas  como os 17,87%, que incluem correção do piso e parte das perdas acumuladas de mais de 130% desde 2009  e, na hora decisiva, a direção simplesmente tira o pé do acelerador.

Resultado? O governo respira aliviado.

Clécio, que já vem sendo criticado por conceder reajustes considerados insuficientes à própria categoria de origem, encontra no sindicato um aliado silencioso  ou, como dizem nos corredores, um “amortecedor de crise”. Sem pressão real, o Executivo avança com projetos na Assembleia Legislativa enquanto a indignação da base vai sendo diluída.

E o silêncio da diretoria chama atenção. Nenhum enfrentamento à altura, nenhuma estratégia clara, nenhuma transparência. Para muitos servidores, é como se a direção tivesse “colado a boca com abiu”: não reage, não rebate e não lidera.

Como se não bastasse, aumentam as críticas internas sobre a gestão do próprio sindicato. Contas questionadas, falta de clareza e um distanciamento crescente da base alimentam a revolta de quem paga mensalidade, mas não se sente representado.

Do outro lado, a categoria mostra que está pronta para o embate. O problema não é falta de mobilização é falta de comando. Ou pior: comando que joga contra.

Diante desse cenário, começa a ganhar força um movimento interno para destituir a atual diretoria, já apelidada de “SindClécio” por servidores indignados com o alinhamento, visto como excessivo, com o governo.

A pergunta que fica é direta:
quem representa quem nessa história?

Porque, se depender dos últimos 8 anos, a resposta já parece escrita e não é a favor da educação.

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