Tentativa de silenciar fracassa: Randolfe Rodrigues leva negativa contra Eduardo Neves

Mais uma tentativa de calar a internet… e mais um freio da Justiça.

O senador Randolfe Rodrigues tentou derrubar uma publicação nas redes sociais e ainda buscou indenização por danos morais. Mas o tiro saiu pela culatra  e o Judiciário deixou claro: crítica política não é crime.

A ação, que corre no 7º Juizado Especial Cível de Macapá, mirava uma postagem que associava o nome do senador a informações envolvendo sua esposa. Segundo Randolfe, o conteúdo teria sido “descontextualizado” e teria gerado ataques à sua honra e à sua família.

Mas o juiz foi direto: não viu ilegalidade suficiente nem para retirar o conteúdo, muito menos para conceder tutela de urgência. Resultado? Pedido negado.

A decisão escancara um ponto que muita gente insiste em ignorar: figura pública está sujeita ao debate  inclusive ao debate duro, incômodo e até desconfortável. E mais: o próprio magistrado reforçou que a liberdade de expressão é pilar do Estado Democrático e só pode ser limitada quando há abuso comprovado.

E não parou por aí.

A Justiça também deixou claro que comentários feitos por terceiros nas redes sociais não podem ser automaticamente jogados nas costas de quem fez a postagem original. Ou seja: não dá pra terceirizar responsabilidade só porque a repercussão foi negativa.

Outro ponto que pesou: até o momento, não ficou comprovado que a informação divulgada seja falsa. E isso muda tudo.

Sem prova de mentira, sem prova de abuso, sem censura.

No fim das contas, a decisão é um recado direto ao mundo político: rede social não é gabinete fechado — e opinião pública não se controla no grito ou na caneta.

Enquanto isso, o processo segue. Mas a tentativa de silenciar já levou um “não” logo de cara.

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