As obras que agora ganham ritmo fazem parte de um planejamento já estruturado ainda na gestão do ex-prefeito Dr. Furlan. Ou seja, o “motor” já estava ligado bastava girar a chave.
E aí entra o ponto central: executar o que já está pronto é bem diferente de planejar, estruturar e viabilizar.
Analistas políticos ouvidos pela reportagem apontam que o atual prefeito interino, Pedro DaLua, vive mais um momento de “gestão por inércia”, surfando em projetos herdados enquanto mantém um discurso de crise e dificuldades financeiras.
A contradição é evidente: ao mesmo tempo em que a prefeitura alega cofres apertados, obras estruturantes seguem sendo executadas em ritmo acelerado.
Na prática, a sensação é de que a máquina pública segue andando… apesar da narrativa.
Para parte da população, pouco importa quem começou ou quem executa o que vale é ver o asfalto chegar. Mas no jogo político, essa disputa de paternidade tem peso.
E pesado.
Porque uma coisa é inegável: quando o projeto já está pronto, o caminho fica bem mais fácil.
