Lar Amapá Mendonça quer saber: onde está o dinheiro bilionário do Banco Master?

Mendonça quer saber: onde está o dinheiro bilionário do Banco Master?

E no jogo pesado de Brasília, já ficou claro: não basta entregar nomes tem que entregar o caminho do dinheiro.

por admin
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Rastro dos bilhões: STF aperta Vorcaro e quer saber onde foi parar o dinheiro do Banco Master

A pressão subiu — e agora não é pouca coisa. Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça deixou claro: delação premiada sem apontar o caminho do dinheiro não serve. E o alvo é direto — o banqueiro Daniel Vorcaro, nome central no escândalo que envolve o rombo bilionário do Banco Master.

A cifra assusta: mais de R$ 50 bilhões. Esse é o tamanho estimado do buraco que está sendo coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), enquanto investidores aguardam respostas — e, principalmente, o ressarcimento.

Mas Mendonça quer mais do que nomes. Quer dinheiro de volta.

Não por acaso. O ministro conhece bem o caminho das pedras. Sua tese de doutorado — premiada na Espanha — trata exatamente da recuperação de ativos desviados em esquemas de corrupção. Ou seja: não basta confessar, tem que devolver.

 Delação travada e silêncio estratégico

Até agora, o que se viu foi um jogo de empurra. Nos primeiros depoimentos, Vorcaro não revelou onde estão os recursos. A justificativa? Diz que precisa ter acesso completo à liquidação do banco, conduzida por interventor nomeado pelo Banco Central.

Nos bastidores, a leitura é outra: ganho de tempo.

Enquanto isso, o cerco avança. O liquidante já rastreia cerca de R$ 4,8 bilhões em bens, fundos e ativos ligados ao banqueiro — valores que podem ter sido movimentados antes da quebra oficial da instituição.

O problema central: liderança do esquema

E aqui mora outro ponto crítico.

Para garantir benefícios na delação como redução de pena ou até escapar de denúncia Vorcaro precisa convencer que não era o chefe do esquema.

Mas o próprio ministro Mendonça já foi direto em decisão anterior: classificou o banqueiro como líder.

Ou seja, a conta ficou pesada.

Se não conseguir mudar essa narrativa, a delação pode virar um tiro no pé. Sem benefícios, sem blindagem e com o peso de um escândalo bilionário nas costas.

 Dinheiro sumido, pressão crescente

O caso deixa uma pergunta que ecoa não só no STF, mas em todo o país:

Onde foram parar os bilhões?

Sem essa resposta, não há acordo que se sustente.

E no jogo pesado de Brasília, já ficou claro:
não basta entregar nomes tem que entregar o caminho do dinheiro.

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