Lar Amapá Vorcaro abre o jogo e pode atingir Alcolumbre e Clécio no escândalo dos R$ 400 milhões da Amprev

Vorcaro abre o jogo e pode atingir Alcolumbre e Clécio no escândalo dos R$ 400 milhões da Amprev

Delação do dono do Banco Master ameaça expor engrenagem política no Amapá: indicações, alertas ignorados e dinheiro dos aposentados colocado em risco

por admin
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O que já era grave pode ficar explosivo. A possível delação premiada de Daniel Vorcaro, controlador do já falecido Banco Master, virou uma bomba-relógio nos bastidores de Brasília e do Amapá e o estilhaço pode atingir em cheio o senador Davi Alcolumbre e o governador Clécio Luís.

No centro do furacão está um movimento que desafia qualquer lógica técnica: cerca de R$ 400 milhões da Amprev foram despejados no Banco Master pouco antes da instituição afundar. Coincidência? Ou operação guiada por interesses políticos?

A Polícia Federal já fareja o rastro  e ele passa por dentro da própria estrutura de poder.

 Indicações políticas e laços diretos

Não é só dinheiro. É conexão.

O então presidente da Amprev, Jocildo Lemos, não era um técnico qualquer. Era homem de confiança, ex-tesoureiro de campanha e indicado direto de Alcolumbre. E mais: o próprio Lemos admitiu publicamente que foi convidado pelo senador para o cargo.

Pra completar o quebra-cabeça, o irmão do senador, Alberto Alcolumbre, ocupava cadeira estratégica dentro do sistema: passou pelo Conselho Estadual de Previdência e depois foi parar no Conselho Fiscal  justamente o órgão que deveria fiscalizar esse tipo de operação.

Ou seja: quem indicava, quem decidia e quem fiscalizava… tudo orbitando o mesmo núcleo político.

 Alertas ignorados e pressa suspeita

O roteiro fica ainda mais pesado quando entram os alertas técnicos  simplesmente ignorados.

A Caixa Econômica Federal classificou os títulos do Banco Master como de “alto risco”. Órgãos como TCU e MPF também levantaram ressalvas. Conselheiros técnicos alertaram.

E o que aconteceu?

Nada.

Ou melhor: aconteceu o contrário.

Em apenas 20 dias, a Amprev aprovou três aportes seguidos. Dinheiro alto, decisão rápida e risco conhecido.

Pressa pra quê?

A delação que pode desmontar tudo

Agora entra o elemento que tira o sono de muita gente: Vorcaro decidiu falar.

Em março de 2026, o banqueiro assinou termo com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. A promessa da defesa é clara: “delação completa”.

E quando banqueiro resolve abrir a boca, não sobra segredo.

A pergunta que ecoa nos bastidores é direta:
quem pressionou fundos de previdência  incluindo o do Amapá  a colocar dinheiro em um banco que já dava sinais de colapso?

Clécio no centro da pressão

O governador Clécio Luís também entra no radar.

Foi ele quem formalizou as nomeações dentro da Amprev  inclusive dos indicados políticos ligados ao grupo de Alcolumbre.

Agora, investigadores querem saber:
houve apenas chancela administrativa… ou participação ativa numa engrenagem que acelerou investimentos sem base técnica?

O que está em jogo

Não é só política.

É o dinheiro de aposentados.

É confiança pública.

E, principalmente, é a possibilidade de um dos maiores escândalos financeiros da história recente do Amapá ganhar nomes, sobrenomes e responsabilidades.

Se Vorcaro realmente “abrir o bico”, como dizem nos bastidores…
o que hoje é suspeita pode virar denúncia formal e aí não tem narrativa que segure.

 Porque quando o dinheiro fala… a política treme.

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