A contratação de uma empresa chamada Veritas Planejamento e Gestão Ltda., por cerca de R$ 30 mil, acendeu o alerta não só pelo conteúdo da pesquisa, mas principalmente pelo nome. Isso porque ele soa praticamente idêntico ao de um instituto consolidado nacionalmente, o Instituto Veritá, com mais de 30 anos de atuação e histórico reconhecido no país.
Mas aqui começa o problema: não é a mesma empresa. Nem de longe.
O próprio Instituto Veritá já veio a público esclarecer que não tem qualquer ligação com a Veritas Planejamento e classificou a situação como uso indevido de nomenclatura. Traduzindo: alguém pode estar pegando carona na reputação alheia para dar aparência de credibilidade a um serviço que ainda levanta dúvidas.
E no meio disso tudo, quem fica exposto? O eleitor.
Porque em período eleitoral, pesquisa não é só número é instrumento de influência. É narrativa. É estratégia. E quando surge uma empresa com nome “parecido demais” com outra consolidada, o sinal de alerta não é amarelo… é vermelho piscando.
Nos bastidores, a desconfiança cresce:
a escolha dessa empresa foi técnica… ou política?
Afinal, não é de hoje que pesquisas são usadas para tentar moldar opinião pública, criar cenários artificiais e até induzir o voto útil. E quando a transparência entra em xeque, o jogo democrático começa a ficar contaminado.
Do ponto de vista legal, a situação também pode evoluir. Especialistas apontam que o uso de nomes semelhantes no mesmo setor pode configurar concorrência desleal e até violação de marca tema que já está sendo avaliado juridicamente pelo instituto tradicional.
Além disso, a Justiça Eleitoral exige rigor: registro no sistema do TSE, metodologia clara e dados completos. Qualquer irregularidade pode custar caro — inclusive com multas pesadas.
