Justiça mais cara? nova lei aprovada na alap pode pesar no bolso do povo do amapá

Uma decisão tomada dentro da Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP) pode mudar  e muito  a vida de quem precisa recorrer à Justiça no estado. Foi aprovada recentemente uma nova lei que altera as custas judiciais, ou seja, as taxas que o cidadão precisa pagar para entrar com processos no Judiciário.

O projeto foi protocolado na Assembleia Legislativa no dia 28 de julho de 2025 e aprovado já no dia 6 de agosto de 2025  ou seja, apenas nove dias depois. Para entidades da área jurídica, o prazo extremamente curto impediu um debate mais amplo com a sociedade.

Na prática, especialistas afirmam que a nova regra pode tornar mais caro buscar seus direitos na Justiça.

O projeto foi apresentado pelo Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) e aprovado pelos deputados estaduais. A justificativa oficial é reorganizar e atualizar as regras de cobrança das taxas judiciais. O problema, segundo juristas e entidades ligadas ao sistema de Justiça, é que os novos valores podem pesar no bolso do cidadão comum.

O que está preocupando especialistas

A principal crítica não é apenas o aumento das taxas, mas a forma como a lei foi aprovada.

De acordo com entidades da área jurídica, o projeto tramitou muito rápido na Assembleia Legislativa, sem audiências públicas e sem debates mais amplos com instituições importantes, como:

  • Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

  • Defensoria Pública

  • Ministério Público

  • Representantes da sociedade civil

Para muitos especialistas, mudanças desse tipo deveriam passar por discussões amplas, já que afetam diretamente o acesso da população à Justiça.

O que isso significa na prática

Para o cidadão comum, a preocupação é simples:

Se as custas judiciais aumentam, fica mais caro entrar com um processo.

Isso pode afetar situações do dia a dia, como ações envolvendo:

  • cobrança de direitos trabalhistas

  • problemas com empresas ou bancos

  • questões familiares

  • indenizações

  • disputas patrimoniais

Em outras palavras, quem precisa da Justiça pode ter que pagar mais para tentar resolver um problema.

Debate deve continuar

A aprovação da lei já começa a gerar questionamentos jurídicos e políticos. Entidades da advocacia e especialistas defendem que a medida precisa ser melhor discutida e avaliada, principalmente pelo impacto que pode causar na população mais pobre.

O debate agora gira em torno de uma pergunta central:

Até que ponto aumentar taxas judiciais pode dificultar o acesso do cidadão à Justiça?

A discussão promete continuar nos próximos meses, enquanto juristas, entidades e representantes da sociedade analisam os efeitos da nova legislação aprovada no Amapá.

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