Segundo as denúncias, valores referentes ao INSS e ao FGTS estariam sendo descontados mensalmente dos salários, porém sem o devido recolhimento ou registro junto aos órgãos competentes.
De acordo com os trabalhadores, a situação afetaria diretamente merendeiras, serventes e servidores administrativos, alguns com mais de duas décadas de serviço.
A principal preocupação é que anos inteiros de contribuição poderiam simplesmente desaparecer, deixando profissionais sem direitos básicos quando precisam acessar benefícios ou encerrar vínculos empregatícios.
Os denunciantes afirmam que há casos em que funcionários com mais de 10 ou 20 anos de casa teriam apenas cinco anos de FGTS reconhecidos oficialmente, já que períodos anteriores, sem registro, acabam prescrevendo.
“Na prática, é como se nunca tivéssemos sido empregados”, relata um servidor, que diz temer represálias e possível perda do emprego caso a identidade seja revelada.
Ainda segundo os relatos, a ausência de recolhimento ao INSS também gera insegurança previdenciária, pois trabalhadores deixam de aparecer nos sistemas federais como contribuintes regulares, ficando desprotegidos em situações como afastamento por doença ou aposentadoria.
Até o momento, não há posicionamento oficial da instituição sobre as acusações.
Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que, caso confirmadas, as práticas podem configurar irregularidades graves e violação de direitos trabalhistas, cabendo apuração pelos órgãos de fiscalização.
A reportagem segue aberta para manifestação da direção da UDE e reforça que o espaço permanece disponível para esclarecimentos.