Deputado R. Nelson expõe crise energética e abandono no arquipélago do Bailique
O deputado estadual R. Nelson esteve em comunidades do arquipélago do Bailique, distrito de Macapá, e denunciou uma série de problemas que, segundo ele, estariam sendo omitidos pelo Governo do Amapá. Em visitas in loco, o parlamentar mostrou a realidade enfrentada pela população, especialmente a grave falta de energia elétrica e seus impactos diretos na vida dos moradores.
Durante a fiscalização, R. Nelson explicou que a responsabilidade pelo fornecimento de energia elétrica é do Estado, enquanto a iluminação pública em distritos e bairros é atribuição dos municípios. Macapá possui nove distritos, entre eles o Bailique, que atualmente depende de um sistema energético precário, sob responsabilidade do Governo do Estado em parceria com a CEA Equatorial, concessionária que assumiu o serviço após a venda da antiga Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).
Segundo o deputado, desde que o sistema passou a ser operado pelo consórcio ligado à Equatorial, os problemas históricos do Bailique não foram resolvidos. A promessa de levar o chamado “linhão” e garantir energia de qualidade para a população ainda não se concretizou, mantendo comunidades inteiras em situação de vulnerabilidade.
“Sem energia, nada funciona”, ressaltou R. Nelson. A falta de eletricidade compromete serviços essenciais como saúde, educação, abastecimento de água potável, comunicação e a geração de emprego e renda, aprofundando o isolamento e as dificuldades enfrentadas pelos moradores do arquipélago.
Além da crise energética, o deputado também criticou a falta de avanços na solução do problema da seca na região norte do Bailique, que afeta diversas comunidades. De acordo com ele, houve o anúncio, por parte do governador Clécio Luís, em conjunto com o ministro Waldez Góes, de uma força-tarefa que incluiria uma balsa draga, com investimento estimado em R$ 25 milhões, para garantir a navegabilidade dos canais.
No entanto, conforme denunciado pelo parlamentar, a balsa permanece parada e, até o momento, não teria cavado sequer 50 metros de canal. Enquanto isso, comunidades do lado norte do arquipélago seguem isoladas, sem acesso adequado e sem respostas efetivas do Governo do Amapá.
O deputado afirmou que continuará fiscalizando e cobrando providências dos órgãos responsáveis, reforçando que a população do Bailique não pode continuar invisível diante de problemas que se arrastam há anos.