O dado chama ainda mais atenção quando comparado à lista de municípios do interior contemplados com recursos milionários, enquanto a maior cidade do estado — responsável por concentrar a maior parte da população e das demandas sociais — ficou completamente de fora.
Nos bastidores, a explicação não passa por critérios técnicos, muito menos por incapacidade administrativa. Pelo contrário. A Prefeitura de Macapá tem histórico recente de executar e entregar obras dentro e até antes do prazo, seja com recursos federais, emendas parlamentares ou verbas do Tesouro Municipal. Ou seja: Macapá tem gestão e capacidade comprovada.
O que sobra, segundo apuração, é vaidade política e birra. Uma disputa de ego que penaliza diretamente a população, travando investimentos em áreas essenciais como infraestrutura, saúde, mobilidade urbana e geração de emprego. A emenda Pix foi criada justamente para dar agilidade e eficiência ao uso do dinheiro público não para servir como instrumento de retaliação política.
Enquanto isso, Macapá segue sendo o motor econômico do Amapá, sustentando boa parte da arrecadação e do desenvolvimento estadual, mas é tratada com desprezo por quem deveria defendê-la em Brasília.
Quando a vaidade fala mais alto que o interesse público, quem paga a conta é o povo. E Macapá, mais uma vez, está pagando caro por jogos de poder que não constroem nada.