Aliado de Alcolumbre no centro do rombo de R$ 400 milhões na Previdência do Amapá

Um prejuízo estimado em R$ 400 milhões jogou luz sobre uma engrenagem política silenciosa, mas altamente danosa, instalada dentro da Amapá Previdência, instituto responsável pela previdência complementar dos servidores estaduais. A denúncia foi revelada pelo portal Metrópoles e aponta que um servidor público ligado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teve participação direta em decisões que resultaram no rombo milionário.

Os recursos da previdência foram aplicados em títulos do Banco Master, sem garantias reais, contrariando princípios básicos de segurança exigidos para fundos previdenciários. O resultado foi devastador: dinheiro dos servidores exposto a alto risco e, agora, praticamente perdido.

Indicação política e conflito de interesses
Um dos personagens centrais do caso é José Milton Gonçalves, que passou a integrar o conselho da Amapá Previdência após indicação direta do governador Clécio Luís. Apesar da nomeação pelo governo estadual, José Milton mantém relação próxima com Davi Alcolumbre e com seu irmão, Josiel Alcolumbre, o que reforça suspeitas de conflito de interesses e aparelhamento político do fundo.
Na prática, decisões técnicas que deveriam proteger o patrimônio dos servidores ficaram subordinadas a alianças políticas, abrindo espaço para aplicações temerárias e pouco transparentes.

Quem fiscaliza quem?
O caso se agrava diante de um detalhe alarmante: os mesmos conselheiros que autorizaram investimentos de alto risco participam agora de grupos internos encarregados de “apurar” as irregularidades. Ou seja, quem decidiu errado é, ao mesmo tempo, juiz da própria conduta.

Essa estrutura levanta questionamentos inevitáveis:
Onde estavam os órgãos de controle?
Por que investimentos sem garantia foram autorizados?
Quem se beneficiou politicamente dessas decisões?

Servidores pagam a conta
Enquanto autoridades trocam acusações nos bastidores, quem paga a conta são os servidores públicos, que veem ameaçada a segurança de suas aposentadorias. O silêncio institucional e a lentidão nas respostas aumentam a sensação de impunidade.

O rombo de R$ 400 milhões não é apenas um erro administrativo: é o retrato de um modelo de gestão contaminado por interesses políticos, onde a previdência vira moeda de troca e o prejuízo fica socializado.
O Bambam News seguirá acompanhando o caso, cobrando explicações, documentos e responsabilizações. Porque quando o dinheiro do servidor some, não pode sobrar silêncio.

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