Professores denunciam clima de perseguição e pressão em escola da rede pública em Oiapoque
Relatos apontam devolução de docentes, exigências fora do contrato e medo de retaliações por parte da gestão escolar
Professores da escola estadual Joaquim Nabuco relataram ao Bambam News um clima crescente de tensão, medo e insegurança dentro da unidade de ensino.
Segundo os relatos, a direção da escola, comandada por Selícia, estaria adotando práticas consideradas autoritárias, para impor decisões que afetam diretamente a rotina e os direitos dos profissionais.
De acordo com os docentes, embora alguns pontos não estejam explicitamente descritos em contrato, a prática administrativa estaria marcada por pressões constantes e pela chamada “devolução” de professores termo usado para quando o profissional é retirado da escola sem justificativa pedagógica clara. Um dos casos citados ocorreu no ano passado, com o professor Cristóvão apontado como experiente e bem avaliado, que atuava na área de Biologia, teria sido devolvido após cobrar melhorias administrativas na escola
O histórico tem gerado temor entre os profissionais, especialmente diante de novas situações que podem resultar em retaliações. Um dos pontos mais sensíveis envolve a solicitação de documentação relacionada à educação especial, que teria provocado desconforto na gestão e aumentado o receio de punições veladas.
Outro foco de insatisfação diz respeito à exigência para que professores trabalhem nos dias 22 e 23, mesmo com profissionais já tendo comprado passagens ou sem condições financeiras para arcar com novos deslocamentos. Segundo os relatos, não há apoio institucional para custear essas despesas, apesar dos baixos salários pagos à categoria.
“O sentimento é de revolta, mas também de medo. A maioria não fala nada para não ser devolvida”, afirmou um dos professores, sob condição de anonimato. Os profissionais descrevem um ambiente onde decisões são impostas sem diálogo, reforçando a percepção de que a gestão trata a escola como se fosse de propriedade pessoal.
Nos bastidores, a avaliação entre os docentes é de que o desgaste acumulado poderá gerar consequências administrativas e políticas, recaindo sobre Clécio, visto como possível alvo indireto das insatisfações internas.
Diante da gravidade das denúncias, professores defendem que áudios, documentos e relatos sejam encaminhados oficialmente à Secretaria de Educação do Amapá, para que os fatos sejam apurados e haja verificação de possíveis práticas de assédio administrativo, abuso de autoridade e descumprimento de princípios da administração pública.
O Bambam News segue acompanhando o caso e permanece aberto para ouvir a direção da escola e os órgãos competentes, garantindo o direito ao contraditório.