Governo do Amapá deixa pacientes renais à própria sorte: Clínica Uninefro paralisa atendimentos por falta de pagamento

Governo do Amapá deixa pacientes renais à própria sorte: Clínica Uninefro paralisa atendimentos por falta de pagamento há três meses

Uma tragédia anunciada está em curso na saúde pública do Amapá. A Clínica Uninefro, responsável pelo tratamento de centenas de pacientes renais crônicos, divulgou nesta terça-feira (7) uma nota alarmante: os atendimentos de hemodiálise serão paralisados a partir do dia 9 de outubro, devido ao encerramento do contrato com a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) e à falta de repasse financeiro há três meses.

Na prática, isso significa que vidas estão em risco. Pacientes que dependem das máquinas de hemodiálise para sobreviver não podem esperar — cada sessão é vital. A nota orienta que os doentes procurem o Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL) para continuar o tratamento, mas quem conhece a realidade da saúde pública amapaense sabe que o hospital já vive sobrecarregado e sem estrutura para absorver tamanha demanda.

Entre os afetados está o pai de um dos pacientes, que desabafou emocionado:

“Meu pai faz hemodiálise. Estamos muito preocupados e tristes. A doença renal crônica é severa. Não falo só pelo meu pai, mas por todos os pacientes que dependem desse tratamento.”

A situação expõe mais uma vez o caos administrativo e a negligência do Governo do Estado, que parece ter abandonado por completo a responsabilidade com a vida humana. Enquanto contratos milionários e eventos festivos recebem atenção, pacientes lutam para respirar e sobreviver, implorando por um mínimo de dignidade.

Três meses sem repasse para um serviço essencial é mais do que descaso — é um crime contra a saúde pública. A paralisação pode gerar um colapso sem precedentes, colocando dezenas de vidas em risco imediato.

É inadmissível que o Amapá, em pleno 2025, ainda trate com tamanha indiferença quem mais precisa de amparo do Estado.
A pergunta que ecoa é: quem vai se responsabilizar se um paciente morrer por falta de tratamento?

Vidas estão em jogo. E o silêncio das autoridades é ensurdecedor

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