Por Bambam News
Em pleno século XXI, quando o mundo clama por diálogo, paz e reconciliação, Israel — que carrega nas costas o título de “Terra Santa” — insiste em manter viva a lógica da guerra. Bombardeios, retaliações, cercos e destruições: o solo que deveria ser símbolo de fé, unidade espiritual e esperança se tornou palco constante de horrores, tragédias e sangue derramado.
A retórica oficial — tanto de Israel quanto de seus inimigos — gira sempre em torno da defesa, da soberania e da justiça. Mas no meio desse discurso inflamado, quem paga o preço são os civis. São jovens que não viverão seus sonhos, são crianças enterradas sob escombros, são famílias dilaceradas pela dor.
Dois velhos, milhares de mortos
E se prestarmos atenção aos bastidores políticos, a cena se repete como uma peça trágica mal escrita: dois líderes envelhecidos, endurecidos pelo ego e pelo poder, alimentando o ódio mútuo que custa a vida de gerações inteiras. Netanyahu de um lado e Ali Khamenei de outro . Sempre os mesmos rostos marcados pelo tempo, incapazes de dar espaço à nova política, à diplomacia real, à construção de pontes.
A falsa santidade da destruição
A santidade se perdeu entre escombros. E a hipocrisia se alimenta da indiferença internacional. O mundo, por vezes cúmplice, segue normalizando o massacre e tratando o genocídio como “conflito”. O que há de santo na intolerância? O que há de divino na matança?
Conclusão
Israel precisa, urgentemente, rever sua identidade. Não é possível sustentar o discurso da paz enquanto promove o caos. E o mesmo vale para todos os que usam a fé para justificar a morte.
A verdadeira Terra Santa será aquela onde as armas se calarem, onde os velhos que declaram guerra derem lugar a jovens que querem viver — e não morrer — por um futuro que ainda acredita na paz.