ROUBANDO A CENA: O suspeito padrão por trás das obras superfaturadas no Amapá

Coincidência ou jogo de poder? Suplente de Davi Alcolumbre é o principal beneficiado com grandes obras no Amapá
Em um estado marcado por obras que se arrastam por décadas e promessas que raramente saem do papel, uma coincidência tem chamado atenção dos amapaenses mais atentos: as principais obras de infraestrutura em andamento no estado estão nas mãos de um único grupo empresarial — e o dono é ninguém menos que Breno Barbosa Chaves Pinto, empresário e suplente do senador Davi Alcolumbre (UB/AP), atual presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional.
Entre as obras tocadas pelas empresas de Breno estão a tão aguardada construção da ponte sobre o Rio Meruoca, no município de Amapá; a pavimentação das rodovias Josmar Pinto (antiga JK), entre Macapá e Santana; além de trechos da problemática BR-156 — rodovia que há décadas simboliza o descaso com o povo do Amapá.
A pergunta que ecoa nas ruas e bastidores políticos é: como justamente o suplente do senador mais influente do estado, com trânsito livre em Brasília, é quem mais lucra com os recursos federais destinados ao Amapá?
Enquanto pequenas empresas locais lutam para conseguir acesso a licitações públicas ou sequer têm chance de competir, os grandes contratos multimilionários vão parar nas mãos de quem já está dentro do círculo do poder. É impossível ignorar o vínculo direto entre o favorecido — Breno Barbosa — e o padrinho político — Davi Alcolumbre.
O silêncio das autoridades sobre a concentração dessas obras em um único grupo reforça o sentimento de que o Amapá continua sendo explorado por uma elite política e empresarial que age em benefício próprio. Coincidência? Para muitos amapaenses, isso tem outro nome: conluio.
E a população continua esperando, debaixo de sol e lama, que os interesses do povo sejam, de fato, prioridade.

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