Educação entra em colapso político: rejeição unânime a 5,4% expõe fragilidade do governo Clécio
O que já era crise virou vexame público. A proposta de reajuste de 5,4% apresentada pelo governo de Clécio Luís foi rejeitada de forma unânime pelos professores da rede estadual — um fato inédito na história recente do Amapá.
Durante entrevista ao Portal 1Norte, o professor Fábio Pantoja, diretor de patrimônio do SINSEPEAP, foi direto ao ponto: nunca antes a categoria havia recusado, de forma tão unificada, uma proposta do governo. O recado é claro — não há mais margem para discurso, apenas para negociação real.
A paralisação que começou como alerta já nasce com cara de enfrentamento. Professores afirmam que o reajuste não cobre perdas acumuladas, não representa valorização e reforça a sensação de abandono por parte do Estado.
Nos bastidores, a leitura é pesada: quando uma categoria inteira diz “não” em coro, o problema não está na base — está na proposta. E neste caso, a proposta virou símbolo do desgaste.
Agora, o governo corre contra o tempo. Se insistir no mesmo percentual, o risco é transformar paralisação em greve por tempo indeterminado — e aí o prejuízo não será apenas político, mas direto na sala de aula.
No fim, a pergunta que fica é incômoda: se nem uma proposta do governo consegue mais convencer ninguém, quem ainda está acreditando nessa gestão?