O que era pra ser mais um dia comum em Laranjal do Jari virou palco de um episódio lamentável que escancara o nível rasteiro que parte da política ainda insiste em praticar no Amapá.
Circula nas redes sociais um vídeo em que um homem aparece hostilizando o prefeito de Macapá, Dr. Antônio Furlan, e a Dra. Rayssa, em plena via pública. Nada de debate, nada de argumento apenas ataque, intimidação e tentativa clara de constrangimento.
E quem é o personagem da cena? Segundo informações que circulam junto ao vídeo, trata-se de Cleiton Azevedo, conhecido como “Cleiton das Malvinas”. Um nome que não surge do nada. Ele já teria sido citado, em 2018, em investigações relacionadas à suposta compra de votos um histórico que, por si só, levanta questionamentos sobre a natureza de sua atuação política.
O episódio não pode ser tratado como algo isolado. Ele revela um padrão: quando falta argumento, sobra agressividade. Quando não há proposta, entra em cena o ataque pessoal. É a velha política do grito, da intimidação e do desrespeito.
Hostilizar em público, tentar criar espetáculo e tensionar o ambiente político não fortalece democracia — pelo contrário, enfraquece. É o retrato de um grupo que ainda aposta no confronto vazio como estratégia.
O recado das ruas, no entanto, é cada vez mais claro: a população está de olho e já sabe separar quem constrói de quem apenas aparece para atacar.
Porque no fim das contas, como sempre, a pergunta permanece: quem tem proposta… e quem só tem histórico?