Ataque contra mulher vira caso de polícia: Rayssa Furlan registra B.O. após intimidação

Em evento contra a violência, violência ao vivo: Rayssa Furlan é alvo de intimidação em Laranjal do Jari

O que era pra ser símbolo de respeito virou palco de constrangimento. Em pleno mês da mulher, durante um evento criado justamente para combater a violência de gênero, a pré-candidata ao Senado, Dra. Rayssa Furlan, acabou sendo alvo de ataques verbais e intimidação neste sábado (28), em Laranjal do Jari.

Rayssa participava da tradicional 10ª Corrida e Caminhada da Mulher quando passou a ser perseguida por um homem identificado com camisa do Governo do Estado. Segundo relatos e vídeos que circulam nas redes, o indivíduo não apenas filmava insistentemente, como também proferia ofensas, acompanhando a pré-candidata desde sua chegada ao evento — transformando um ambiente que deveria ser de acolhimento em um cenário de pressão e constrangimento.

O resultado foi imediato: Rayssa, que havia se inscrito para correr 5 km, interrompeu a participação após cerca de 3 km. Não por cansaço físico, mas por um ambiente claramente hostil.

A repercussão foi rápida. O advogado Diego Santos classificou o episódio como “mais um caso inaceitável de intimidação, hostilização contra a mulher e clara violência política”, reforçando que não se trata de um fato isolado, mas de uma prática recorrente usada por quem “não tem argumento, não tem limite e muito menos respeito”.

E é justamente aí que mora o ponto mais grave.

Não estamos falando de debate político. Estamos falando de tentativa de silenciamento. De pressão psicológica. De constrangimento público. De uma estratégia rasteira que tenta empurrar mulheres para fora da política pelo medo.

O episódio ganha contornos ainda mais revoltantes pelo contexto: um evento criado para combater exatamente esse tipo de violência virou vitrine do problema que diz combater.

Rayssa Furlan registrou boletim de ocorrência, e o caso deve ser apurado. Mas o recado já foi dado — e escancarado:

Quando até um evento contra a violência vira palco de intimidação, o problema não é pontual. É estrutural. É político. E, acima de tudo, é vergonhoso.

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