Enquanto a população ainda tenta entender o impacto da nova taxa de iluminação, outro projeto aprovado na Câmara chama atenção e levanta ainda mais questionamentos.
O PLC nº 004/2026 reformula e amplia as competências da antiga CIPMAC, criando uma estrutura com nome ainda mais robusto:
Companhia de Iluminação Pública, Energia Sustentável, Saneamento, Habitação e Mobilidade de Macapá (CIPEMACH).
Na prática, nasce uma espécie de “super órgão” com atribuições que vão de iluminação até mobilidade urbana, passando por saneamento, habitação e tecnologia.
O discurso oficial é de modernização e eficiência. Mas críticos já apontam o risco de concentração excessiva de funções em uma única estrutura — algo que pode gerar mais confusão do que solução.
Outro ponto que chama atenção: apesar de não prever criação de novos cargos, a proposta amplia significativamente o alcance da companhia. Ou seja, mais poder, mais responsabilidade… e pouca clareza sobre como isso vai funcionar na prática.
Além disso, a iniciativa levanta uma questão importante:
por que concentrar tantas áreas estratégicas em uma única companhia, em vez de fortalecer as estruturas já existentes?
Com promessa de uso de tecnologia, monitoramento urbano e gestão inteligente, o projeto soa moderno no papel. Mas, na realidade de Macapá, a dúvida é inevitável:
estamos diante de inovação… ou apenas de uma reorganização administrativa com nome novo e problemas antigos?