A gestão interina do prefeito Pedro DaLua já começa deixando sua marca e não é exatamente de inovação, mas de repetição de velhas práticas da política local.
Em março de 2026, DaLua nomeou para a Secretaria Municipal de Saúde de Macapá Renilda Costa, que não chega sozinha ao cargo: ela é irmã de Renivaldo Costa porta-voz da prefeitura , figura conhecida nos bastidores políticos. A nomeação acendeu o alerta imediato nos corredores do poder e entre servidores da própria rede municipal.
Oficialmente, o discurso é técnico: reestruturar a saúde e combater desinformações após o afastamento do prefeito Antônio Furlan. Na prática, o que se vê é mais um episódio que reforça a percepção de que, em Macapá, a máquina pública continua girando sob forte influência de relações pessoais e políticas.
A pergunta que ecoa nas unidades de saúde e nas redes sociais é simples e direta: foi escolha técnica ou arranjo político?
Em um momento crítico para a saúde municipal com demandas reprimidas, falta de insumos e pressão crescente da população, a expectativa era por nomes que trouxessem não apenas discurso, mas independência e capacidade de gestão comprovada.
Enquanto isso, a gestão interina segue sendo observada de perto. Porque, quando o assunto é dinheiro público e saúde da população, transparência não é opção é obrigação.