Do Rio ao Amapá, a mesma receita: Deivis Antunes negocia delação e Jocildo Lemos entra na linha de fogo

DO RIO AO AMAPÁ: O MESMO ROTEIRO, OS MESMOS ERROS E JOCILDO PODE SER O PRÓXIMO

Enquanto no Rio de Janeiro o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, já negocia delação premiada após ser preso em meio a suspeitas de gestão temerária e destruição de provas, no Amapá o alerta soa alto  e o nome de Jocildo Lemos volta ao centro da pressão.

O roteiro é assustadoramente parecido. Lá, bilhões foram direcionados ao Banco Master sem respaldo técnico consistente, com mudanças internas que facilitaram aplicações arriscadas e indícios claros de tentativa de apagar rastros. Aqui, no Amapá, a história também envolve cifras milionárias, decisões questionáveis e um silêncio que começa a incomodar.

A Polícia Federal já mostrou, no caso carioca, que não está para brincadeira: rastreou movimentações suspeitas, identificou retirada de objetos antes de operações e até indícios de destruição de imagens. Resultado? Prisão, investigação aprofundada e agora, delação no radar.

E é justamente esse ponto que acende o sinal vermelho no Amapá.

Porque quando um começa a falar, o efeito dominó é inevitável.

No caso da Amprev, onde cerca de R$ 400 milhões foram parar no mesmo banco que está no epicentro do escândalo nacional, a pergunta que ecoa nos bastidores é direta: quem mais sabia, quem autorizou e quem se beneficiou?

Jocildo Lemos, que já deixou o comando da Amprev sob forte desgaste, pode estar diante do mesmo encruzilhada enfrentada por Antunes: segurar tudo sozinho… ou abrir o jogo.

E, se decidir falar, o estrago político pode ser devastador.

Porque, diferente do discurso ensaiado, esse tipo de operação não se sustenta sozinho. Sempre há digitais — técnicas, políticas e financeiras.

O caso do Rio mostra o caminho.
O do Amapá pode ser o próximo capítulo.

E, se a história se repetir, não vai sobrar silêncio… nem blindagem.

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