O dinheiro entrou. E entrou pesado.
Dados oficiais do SIAFE mostram um salto que chama atenção até de quem já está acostumado com números grandes: o Governo do Amapá saiu de R$ 9,7 bilhões em 2023 para R$ 10,8 bilhões em 2024, e agora encosta em quase R$ 15 bilhões em 2025.
É um crescimento bilionário. Não é detalhe. Não é ajuste. É explosão de receita.
E foi justamente esse contraste que levou o deputado estadual R. Nelson a levantar a voz: se o caixa aumentou tanto, por que a vida do povo continua a mesma — ou pior?
Porque, na prática, o cenário nas ruas não acompanha o gráfico bonito das planilhas.
Na saúde, falta atendimento, exames e estrutura.
Na educação, problemas antigos seguem sem solução.
Na segurança, o medo ainda faz parte da rotina da população.
E aí vem a pergunta que ecoa nas ruas, nos bairros e nas filas de hospital:
cadê esse dinheiro todo?
É verdade que parte desse crescimento vem de operações de crédito, os famosos empréstimos. Mas mesmo assim, estamos falando de bilhões a mais circulando nos cofres públicos.
Ou seja: recurso tem.
Se não está chegando na ponta, não dá mais pra culpar falta de dinheiro.
O problema passa a ser outro — e mais grave:
gestão
prioridade
compromisso com o povo
R. Nelson acerta ao colocar o dedo na ferida: o Amapá não sofre mais por falta de arrecadação. Sofre por falta de resultado.
Porque enquanto o orçamento cresce nos números, a realidade segue travada e quem paga essa conta, como sempre, é a população.