Família denuncia falta de UTI e questiona registro de óbito após morte de recém-nascida no Amapá

O que já era dor agora se transforma também em revolta.

A morte de uma recém-nascida na  maternidade mãe luzia em Macapá ganhou novos contornos após a família levantar questionamentos graves sobre o atendimento e até sobre o registro oficial do caso.

Segundo relato dos familiares, a bebê nasceu prematura, apresentou sinais de vida  incluindo choro  e chegou a ficar no colo da Mãe antes de morrer. A criança precisaria de atendimento intensivo imediato, mas, conforme a denúncia, não havia leito de UTI neonatal disponível na unidade.

A ausência de estrutura adequada e a demora no atendimento teriam sido determinantes para o agravamento do quadro e, posteriormente, para a morte da recém-nascida.

O ponto mais sensível, no entanto, veio depois.

O pai procurou a unidade para emitir a certidão de nascimento da filha, mas, segundo a família, foi informado de que a criança teria nascido sem vida. A versão contraria diretamente o que os familiares afirmam ter presenciado.

Diante disso, a família cobra um direito básico: poder velar e enterrar a criança com dignidade.

O caso levanta questionamentos sérios sobre protocolos adotados na unidade de saúde, a transparência nas informações repassadas às famílias e, principalmente, sobre a estrutura disponível para atender recém-nascidos prematuros no estado.

Enquanto não há esclarecimentos oficiais, fica a dor, a dúvida e a indignação de uma família que, além da perda, agora enfrenta a luta por reconhecimento e respeito.

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