ALUGUEL DE R$ 420 MIL POR ANO LEVANTA SUSPEITAS NO GOVERNO DO AMAPÁ
Em meio a discursos de austeridade, promessas de gestão eficiente e repetidas falas sobre responsabilidade com o dinheiro público, um dado que aparece em documentos oficiais do próprio Governo do Amapá começa a levantar perguntas incômodas e até agora sem respostas claras.
O registro está no Demonstrativo da Execução Orçamentária Detalhada da Unidade 090101, referente ao exercício de 2025. Na planilha, aparece um pagamento que chama atenção: R$ 420 mil por ano em aluguel, o que equivale a aproximadamente R$ 35 mil por mês saindo diretamente dos cofres públicos.
Até aí, poderia ser apenas mais um contrato administrativo comum dentro da máquina estatal. O problema começa quando se observa quem aparece como beneficiário do pagamento.
Segundo o documento, o valor foi destinado a Matheus de Lima Trasel. Nos bastidores administrativos, o nome ganhou ainda mais repercussão por um detalhe que tem sido comentado entre servidores e interlocutores do próprio governo: Matheus seria filho de Patrícia Ferraz, figura conhecida no cenário político e institucional do estado.
A coincidência levanta questionamentos inevitáveis.
Enquanto o Amapá continua enfrentando problemas históricos em áreas essenciais como saúde, infraestrutura, geração de empregos e serviços públicos básicos um contrato de locação que custa quase meio milhão de reais por ano desperta uma pergunta simples, mas fundamental:
Que imóvel é esse que custa R$ 420 mil por ano ao contribuinte amapaense?
E as dúvidas não param por aí.
Também ainda não há explicações públicas sobre pontos centrais do contrato:
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Qual órgão do governo está pagando esse aluguel?
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Que imóvel foi locado e para qual finalidade?
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Houve processo licitatório ou a contratação foi direta?
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O valor de R$ 35 mil mensais está compatível com o mercado imobiliário local?
Em tempos de cobrança por transparência e responsabilidade fiscal, cada centavo do dinheiro público precisa ser explicado com clareza. Ainda mais quando documentos oficiais revelam pagamentos elevados enquanto parte da população segue esperando melhorias concretas nos serviços públicos.
No fim das contas, a equação é simples:
o contribuinte paga a conta — mas quem está ficando com o aluguel?
O Bambam News seguirá acompanhando o caso e buscando respostas oficiais.