Érica Aymoré detona Pedro da Lua e desmonta narrativa sobre o Hospital Municipal de Macapá

A ex-secretária municipal de Saúde, Dra. Érica Aymoré, esclareceu os fatos e publicou um vídeo nas redes sociais jogando um verdadeiro balde de água fria na narrativa construída pela gestão interina de Pedro da Lua sobre a obra do Hospital Municipal de Macapá.

E os números apresentados por ela são, no mínimo, constrangedores para quem tenta vender a ideia de “descontrole”.

Segundo Érica, 50% da obra do hospital já foi executada, enquanto apenas 33% do valor total foi pago até agora.

Ou seja: a obra está mais adiantada fisicamente do que financeiramente.

Traduzindo para quem gosta de fazer discurso político sem entender de engenharia pública:
isso indica prudência no pagamento, não irregularidade.

“Não existe pagamento sem obra executada”, disparou.

Caixa Econômica está no meio

Outro detalhe que desmonta boa parte da narrativa política é que a obra não depende apenas da prefeitura.

Ela é acompanhada pela Caixa Econômica Federal, que analisa tecnicamente cada etapa antes da liberação de recursos.

Funciona assim:

a obra é executada

fiscais da prefeitura fazem a medição

a Caixa analisa tecnicamente

e só depois o pagamento é autorizado.

Ou seja, não é reunião de gabinete nem discurso em coletiva que libera dinheiro.

É engenharia, medição e auditoria.

Dinheiro não é “cofre aberto”

Érica também lembrou um detalhe básico que parece ter se perdido no meio da gritaria política:

o recurso da obra é carimbado.

Isso significa que o dinheiro tem destino específico: construir o Hospital Municipal de Macapá.

Usar esse recurso para qualquer outra finalidade simplesmente seria ilegal.

STF não suspendeu nada

A ex-secretária também jogou luz sobre outro boato que circulou nos bastidores políticos.

Não houve decisão do STF nem do TRF suspendendo a obra ou os pagamentos.

Ou seja, até agora, o hospital continua sendo uma obra regularmente executada e fiscalizada.

Recado sobre senhas e responsabilidade

No vídeo, Érica ainda deixou um recado que soou como indireta pesada.

Ela lembrou que, no serviço público, senhas de sistemas administrativos são pessoais, individuais e intransferíveis.

Traduzindo o subtexto político:
gestão pública não funciona como grupo de WhatsApp, onde alguém passa login e senha para outro resolver.

A disputa política virou cortina de fumaça?

Enquanto a prefeitura interina tenta transformar a obra em palco político, a realidade é que Macapá continua com um sistema de saúde pressionado e esperando o hospital sair do papel.

No meio dessa guerra de versões, uma coisa fica cada vez mais clara:

em vez de discutir como terminar o hospital, parte da política local parece mais interessada em discutir quem leva os créditos — ou quem leva a culpa.

E, como sempre, quem fica esperando na fila do atendimento é o cidadão.

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