A canetada: Dino, esposa de Randolfe, Dalua e Alcolumbre no centro da crise em Macapá

foi decisão jurídica… ou jogada política?

O afastamento do prefeito de Macapá, Dr. Antônio Furlan, e do vice Mário Neto, por decisão monocrática do ministro do STF Flávio Dino, caiu como uma bomba no cenário político do Amapá e acendeu o alerta para possíveis articulações de bastidores.

Nos bastidores da política local, a leitura é direta: sem a canetada do ministro, o plano não funcionaria.

O caso ganha ainda mais combustível político porque a esposa do senador Randolfe Rodrigues considerado adversário direto de Furlan  trabalha no gabinete de Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal. A coincidência virou munição para críticas e suspeitas de influência política.

Com o afastamento da chapa majoritária, quem assume interinamente a Prefeitura de Macapá é o vereador Pedro Dalua. A mudança provoca um efeito dominó: com Dalua no Executivo, quem assume a vaga na Câmara Municipal é Josiel Alcolumbre, irmão do senador Davi Alcolumbre.

Para aliados do prefeito afastado, o roteiro parece claro:
uma decisão em Brasília que reorganiza o tabuleiro político em Macapá.

Críticos classificam a situação como “obra da turma do atraso”, que teria aproveitado a decisão judicial para enfraquecer um adversário político que aparece forte nas pesquisas para a disputa do Governo do Amapá.

Enquanto isso, nas ruas e nas redes sociais, cresce a pergunta que ecoa entre apoiadores de Furlan:

decisão técnica ou disputa pelo poder?

Postagens relacionadas

Governo aposta em narrativa de “bem contra o mal” e tenta colar crime em adversários políticos

Denúncias envolvem ata falsa, contratos suspeitos, crise na UDE e irregularidades no Hospital de Emergência; parte dos casos já é alvo do MP-AP

Efeito Clécio HE : “Não posso deixar ele morrer”: falta de leito no HCAL expõe falha grave no atendimento público