Um novo episódio envolvendo recursos da Previdência do Amapá voltou a acender o alerta sobre a gestão financeira do instituto.

AMPREV NA MIRA: PREJUÍZO COM AÇÕES DA AMBIPAR SOMA NOVO CAPÍTULO EM MEIO A INVESTIMENTOS BILIONÁRIOS SOB QUESTIONAMENTO

Um novo episódio envolvendo recursos da Previdência do Amapá voltou a acender o alerta sobre a gestão financeira do instituto. Desta vez, o foco é um prejuízo estimado em cerca de R$ 25 milhões após aplicação de aproximadamente R$ 30 milhões em um fundo com forte exposição às ações da empresa Ambipar, operação que ocorreu paralelamente a outros investimentos já alvo de investigações e críticas públicas.

O caso ganhou repercussão porque surge em meio a um cenário mais amplo: além desse investimento ligado à Ambipar, a Amprev também já havia direcionado cerca de R$ 400 milhões para aplicações relacionadas ao Banco Master, além de aproximadamente R$ 250 milhões em operações envolvendo o BRB, decisões que passaram a ser questionadas por órgãos de controle, parlamentares e parte da opinião pública.

Segundo reportagens da imprensa econômica, a aplicação que envolveu a Ambipar teria sido feita poucos dias antes de uma forte desvalorização das ações da companhia, que enfrentou crise financeira e entrou em recuperação judicial. A queda abrupta dos papéis reduziu drasticamente o valor investido, ampliando a pressão por explicações sobre os critérios técnicos utilizados nas decisões.

Documentos citados em reportagens indicam que os investimentos foram aprovados por instâncias internas da própria Amprev. A gestão do instituto, que teve o ex-presidente Jocildo Lemos à frente durante parte das decisões financeiras, afirma que também se considera prejudicada e que busca responsabilização e eventual ressarcimento dentro das vias legais.

Especialistas em previdência pública destacam que fundos de servidores costumam adotar estratégias mais conservadoras justamente para evitar oscilações bruscas, o que aumentou o debate sobre governança, análise de risco e transparência na aplicação dos recursos que garantem aposentadorias futuras.

Com o novo prejuízo ligado às ações da Ambipar, o cenário se torna ainda mais sensível: somando os diferentes investimentos sob questionamento Master, BRB e agora a exposição ao mercado acionário  cresce a pressão política e institucional para que todos os processos sejam esclarecidos e auditados.

O conjunto das operações colocou a Previdência do Amapá no centro de um dos debates mais intensos sobre gestão de recursos públicos no estado nos últimos anos.

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