Obra com preço quase dobrado no Laranjal do Jari expõe silêncio da deputada Alliny Serrão, presidente da ALAP e representante da região

MAIS UM ESCÂNDALO? OBRA MILIONÁRIA EM LARANJAL DO JARI LEVANTA QUESTIONAMENTOS SOBRE CUSTOS E FISCALIZAÇÃO POLÍTICA

A obra, executada pela empresa TCI Projetos e Construções, prevê o pagamento de R$ 4.479,00 por metro , valor que chama atenção após a identificação de uma ata de registro de preços vigente com custo aproximado de R$ 2.293,00 por metro para serviço semelhante.

Na prática, a diferença chega perto de 95% a mais por metro, o que levanta questionamentos sobre os critérios adotados pela administração estadual e a eventual existência de justificativa técnica para a escolha mais cara. Especialistas lembram que a legislação determina que a contratação pública deve priorizar a proposta mais vantajosa, respeitando princípios como economicidade, eficiência e interesse público.

Além do debate técnico, o caso também provoca repercussão política no Vale do Jari. Críticos apontam que a presidente da Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP), deputada Alliny Serrão  que possui base política na região ainda não se manifestou publicamente sobre a obra nem sobre os valores praticados, o que gera cobranças por uma atuação mais firme no papel fiscalizador do Legislativo.

Entre os principais questionamentos levantados estão:

  • Por que a ata com valor mais baixo não foi utilizada?

  • Existe justificativa técnica formal que explique a diferença de preços?

  • Qual foi o critério adotado para a contratação da empresa?

Em meio a uma sequência de polêmicas envolvendo contratos públicos no estado, o episódio amplia a pressão por transparência e respostas claras por parte do Governo. Quando o assunto é dinheiro público, pagar mais caro exige explicações técnicas consistentes e não silêncio institucional.

A sociedade do Vale do Jari acompanha o caso e aguarda posicionamentos oficiais que esclareçam os motivos da contratação e o papel dos órgãos de fiscalização diante das denúncias e dúvidas levantadas.

Postagens relacionadas

Novo HE atrasa, custo dispara: Clécio paga mais de R$ 2,2 milhões em reajustes enquanto obra segue incompleta

Governo aposta em narrativa de “bem contra o mal” e tenta colar crime em adversários políticos

Denúncias envolvem ata falsa, contratos suspeitos, crise na UDE e irregularidades no Hospital de Emergência; parte dos casos já é alvo do MP-AP