DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS: O SILÊNCIO DE CLÉCIO LUIS NO CASO AMPREV
O governador Clécio Luis já deixou claro que sabe exonerar quando quer ou quando lhe convém. Após a operação da Polícia Federal no Detran/AP, o diretor-presidente foi rapidamente afastado. No Hospital de Emergência (HE), bastou a PF bater à porta para que o comando da unidade também fosse trocado.
Emanoel Martins, diretor do HE de Macapá Diretor-presidente do Detran-AP, capitão Rorinaldo Gonçalves
Mas agora, diante do maior escândalo financeiro da história do Amapá, o governador adota um comportamento completamente diferente.
A Operação Zona Cinzenta, que investiga a aplicação de cerca de R$ 400 milhões da Amapá Previdência (Amprev), expôs uma engrenagem perigosa envolvendo recursos que pertencem aos servidores públicos. Mesmo assim, o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Lemos, segue firme no cargo ntocado, blindado e protegido.
A pergunta que ecoa nos corredores do poder e nas ruas do estado é simples e direta: qual é o critério de Clécio Luis?
Por que em alguns casos a exoneração é imediata e, neste, o silêncio impera?
O que Jocildo Lemos sabe que o torna “intocável”?
Quem está protegendo o presidente da Amprev?
E, principalmente: o governador Clécio Luis tem medo de Jocildo Lemos?
A manutenção de Jocildo no cargo, mesmo após a Polícia Federal deflagrar uma operação dessa magnitude, não é apenas omissão é um sinal político grave. Passa a impressão de conivência, de proteção seletiva e de desprezo pela transparência que tanto foi prometida em campanha.
Enquanto servidores aposentados e da ativa vivem angustiados com o futuro de suas aposentadorias, o governo insiste em fechar os olhos. O silêncio do governador já fala alto demais.
No Amapá de hoje, fica claro que a régua da exoneração não é técnica, nem moral é política.
E quando o governo escolhe proteger, o prejuízo quase sempre sobra para o povo.
Segue espaço aberto para o governador responder os questionamentos.
Portal Bambam News
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