Parlamentares, lideranças e setores da sociedade civil avaliam que a permanência de Jocildo Lemos no cargo pode configurar grave omissão administrativa.


Diante da sucessão de denúncias reveladas pela imprensa amapaense e, mais recentemente, da operação deflagrada pela Polícia Federal envolvendo a Amapá Previdência (Amprev), cresce a pressão política e institucional sobre o Governo do Estado.

Parlamentares, lideranças e setores da sociedade civil avaliam que a permanência de Jocildo Lemos no cargo de diretor-presidente da autarquia, em meio a investigações que apuram possíveis irregularidades na gestão de recursos previdenciários, pode configurar grave omissão administrativa.

Nos bastidores, já se discute que, caso o governador Clécio Luís opte por manter o dirigente no posto, mesmo diante do cenário de suspeitas e da atuação dos órgãos de controle, poderá se caracterizar uma situação política extrema, passível de fundamentar pedido de impeachment.

Especialistas em direito público ouvidos por fontes ligadas ao Legislativo apontam que, em casos como esse, a responsabilidade do chefe do Executivo não se limita aos atos diretos, mas também à tolerância com eventuais desvios praticados por subordinados, sobretudo quando há indícios robustos e investigações em curso.

A expectativa é de que o Governo do Estado se manifeste oficialmente nas próximas horas, esclarecendo as providências que serão adotadas. Enquanto isso, a crise na Amprev se aprofunda e passa a ocupar o centro do debate político no Amapá.

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