Racha à Vista: Randolfe Marca Evento em Santana no Mesmo Dia da Filiação de Clécio ao União Brasil e Escancara Crise na Base Aliada

Por Redação | Bambam News

No mesmo dia em que o governador Clécio Luís protagoniza sua filiação ao União Brasil, partido comandado no estado pelo senador Davi Alcolumbre, o senador Randolfe Rodrigues (PT) divulga agenda própria: a inauguração do chamado Porto do Povo, em Santana, pela manhã.

A coincidência de datas não é casual. É política. E carrega uma mensagem clara.

Randolfe, histórico aliado de Clécio e principal articulador da esquerda no Amapá, não foi protagonista da construção da filiação do governador ao União Brasil legenda de centro-direita  e passou a ser tratado como peça secundária em um jogo que hoje é controlado por Davi Alcolumbre.

Nos bastidores, o sentimento é de incômodo, ciúmes político e, sobretudo, perda de espaço.

A situação se agravou após declarações atribuídas a Davi Alcolumbre de que “quem não subir no palanque hoje será considerado oposição”. Um ultimato que transforma aliança em imposição e expõe a lógica atual do poder: obediência ou exclusão.

Randolfe, que construiu sua trajetória na esquerda, com discurso alinhado ao governo Lula e às pautas progressistas, agora se vê diante de um dilema: legitimar um projeto político ancorado em um partido de centro-direita ou manter coerência ideológica.

A escolha de divulgar um evento institucional no mesmo dia do ato partidário soa como resposta silenciosa porém barulhenta.

Até agora, não há confirmação de que Randolfe participará da filiação de Clécio ao União Brasil. E, se não aparecer no palanque, o gesto terá peso político imediato: significará que a aliança que um dia foi apresentada como sólida virou apenas conveniência temporária.

O governo Clécio, que se elegeu com discurso de renovação, pluralidade e diálogo, passa a mostrar uma face diferente: concentração de poder, dependência de um senador e esvaziamento de antigos aliados.

O que está em jogo não é apenas uma filiação partidária.

É a mudança completa de eixo político do governo.

É a substituição da esquerda que ajudou a eleger Clécio por um arranjo comandado por Davi Alcolumbre.

E é, sobretudo, a confirmação de que, no atual governo, fidelidade ideológica vale menos do que submissão política.

O racha começou.

A pergunta que ecoa nos bastidores é simples:

 Randolfe vai ao evento do União Brasil ou ficará apenas em Santana?

Qualquer que seja a resposta, uma coisa já está clara: a fotografia da unidade morreu. E 2026 começou mais cedo do que imaginavam.

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