Os municípios do Amapá vivem um cenário de extrema preocupação na área da saúde pública. Conversas internas e mensagens trocadas entre representantes do COSEMS Amapá e gestores estaduais confirmam aquilo que prefeitos e secretários municipais de saúde já sentem na prática: os repasses financeiros do Governo do Estado estão em grave atraso.
De acordo com resposta oficial recebida pelo conselho, a última parcela paga pelo Estado refere-se ao mês de setembro. Isso significa que seguem em aberto os repasses de outubro, novembro e dezembro, além do mês de janeiro, que está prestes a vencer, acumulando quatro meses de atraso.
A situação compromete diretamente o funcionamento da rede municipal de saúde, afetando desde o pagamento de fornecedores até a manutenção de serviços essenciais, como atenção básica, unidades de urgência e programas estratégicos. Em muitos municípios, a conta já não fecha, e gestores relatam dificuldades para honrar compromissos mínimos.
Diante do silêncio e da falta de um cronograma claro, cresce a pressão para que o COSEMS se posicione publicamente. Em mensagens trocadas no grupo institucional, representantes defendem que o conselho emita nota oficial urgente, cobrando transparência, prazos e responsabilidade do Governo do Estado com os municípios.
Enquanto o diálogo se arrasta e promessas de confirmação de datas não se concretizam, quem paga a conta é a população amapaense, que depende do SUS municipal para atendimento diário. A pergunta que fica é simples e direta: até quando os municípios vão suportar o peso do atraso sem respostas concretas?
Resumo do atraso:
Último repasse pago: Setembro
Em atraso: Outubro, Novembro, Dezembro
A vencer: Janeiro