Presente de grego no apagar das luzes de 2025
O governo do Amapá encerra o ano de 2025 deixando uma herança indigesta para os amapaenses: mais dívida. Em publicação no Diário Oficial, o governador Clécio Luis sancionou a lei que autoriza a contratação de um empréstimo de R$ 537 milhões junto ao Banco do Brasil, com garantia da União.
Na prática, o Estado passa a carregar um peso ainda maior em seu endividamento, comprometendo receitas futuras e limitando a capacidade de investimento dos próximos anos. O discurso oficial fala em aplicação dos recursos em áreas como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e mobilidade urbana e rural. No papel, tudo parece bonito. Na vida real, o histórico recente gera desconfiança.
Sem um plano detalhado, cronograma público de execução e mecanismos claros de transparência, o empréstimo soa como um presente de grego: chega embalado como solução, mas pode esconder consequências duras para a população, que no fim das contas é quem paga a conta com juros.
O Governo do Amapá termina o ano ampliando o endividamento, enquanto problemas básicos persistem em diversas áreas. A pergunta que ecoa nas ruas, nas redes e nos bastidores da política é direta e inevitável:
Em que, exatamente, será usado todo esse dinheiro?
Onde estão os projetos, as metas, os prazos e a garantia de que esses R$ 537 milhões não vão se perder no ralo da má gestão?
Transparência não é favor é obrigação. O povo do Amapá merece respostas.