Combustível da Discórdia: Promessa de Cota Semanal a líder comunitário Expõe Falhas e Favoritismo em Posto do Governo

 Por Jean Bambam

Em meio a denúncias de má administração e favorecimento político, a Secretaria de Mobilização e Participação Popular do governo do Amapá  prometeu, mas não tem cumprido, uma cota semanal de 200 litros de combustível a um assessor da gestão. De acordo com relatos, o secretário Dejalma Espirito Santo delegou ao secretário adjunto de Gestão e Logística, Jacson Pinheiro , a missão de resolver o abastecimento na Rede EcoPosto, que presta serviços ao governo. No entanto, toda vez que o líder comunitário  vai ao local, o combustível prometido simplesmente some.

A situação, que poderia ser apenas mais um caso de logística falha, levanta questões sobre transparência e ética na administração pública. Fontes próximas ao setor de transportes do governo afirmam que o acordo da cota foi feito de forma verbal e sem registro oficial, o que alimenta suspeitas de que o benefício seja um privilégio concedido a poucos.

O EcoPosto, que deveria ser um exemplo de serviço eficiente ao governo, tem se mostrado um palco de frustração. Para o assessor que depende do combustível para realizar suas atividades oficiais em outros municípios do estado , a falta do produto se tornou rotina. “É sempre a mesma história: combinamos, chegamos lá, e o combustível não está disponível”, desabafou o líder comunitário  que preferiu não se identificar.

Enquanto isso, a população  sofre com a precariedade dos serviços públicos e a falta de transparência na aplicação dos recursos. A promessa não cumprida de 200 litros semanais de combustível a um assessor governamental simboliza um problema maior: a desconexão entre as promessas oficiais e a realidade enfrentada tanto por servidores quanto por cidadãos.

A reportagem tentou ouvir a Secretaria de Mobilização e Participação Popular e o secretário adjunto Jacson, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno. A ausência de respostas só aumenta a necessidade de uma investigação mais profunda sobre como os recursos públicos estão sendo geridos e para quem eles realmente beneficiam.

Enquanto o combustível some, a desconfiança só aumenta.

Postagens relacionadas

“Estado rico, povo travado”: Reátegui aponta erros históricos e lidera debate por mudança no Amapá

ESCOLA EM SITUAÇÃO DEGRADANTE: Prefeitura de Serra do Navio ignora alunos e vereador expõe abandono

OAB pressiona e Clécio entra na berlinda: secretário acusado de abuso de autoridade vira teste de governo