O Sequestro da ALAP: Deputados afirmam que ela age como se fosse “dona da ALAP”

Nos corredores da Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP), o clima é de insatisfação e cobrança.

Parlamentares relatam, de forma quase unânime, um crescente desconforto com a influência direta do senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal, sobre os rumos do legislativo amapaense.

Segundo deputados ouvidos pela reportagem, o senador teria sido o principal articulador da ascensão da atual presidente da ALAP, movimento que, na avaliação interna, resultou no esvaziamento das prerrogativas dos demais parlamentares. De acordo com relatos, a condução política da Mesa Diretora passou a girar em torno de um único eixo: agradar ao grupo de Alcolumbre. Deputados afirmam que a Casa, antes marcada por debates plurais, hoje vive um ambiente de centralização extrema, com decisões importantes sendo tomadas de forma verticalizada, sem diálogo, e com frequentes atropelos ao regimento interno.

A crítica mais contundente diz respeito ao que muitos chamam de “sequestro do Poder Legislativo”. Parlamentares afirmam que têm sido sistematicamente ignorados, seus requerimentos não são apreciados, projetos deixam de avançar e a agenda política da ALAP teria sido moldada para atender exclusivamente às conveniências externas  especialmente as do senador. Nos bastidores, o descontentamento cresce também pela postura pessoal atribuída à presidente da Casa.

Deputados afirmam que ela age como se fosse “dona da ALAP”, acumulando poderes, sufocando iniciativas parlamentares e consolidando um estilo de comando marcado por autoritarismo e ausência de transparência. O resultado é um clima de tensão permanente, conversas reservadas nos gabinetes e uma sensação generalizada de que o Legislativo estadual perdeu autonomia. Alguns parlamentares já defendem publicamente a necessidade de devolver à Assembleia sua independência e restabelecer o equilíbrio democrático entre os poderes.

Enquanto isso, o senador Davi Alcolumbre, apontado como pivô de toda a articulação, mantém silêncio sobre as queixas que ecoam pelos corredores da Casa. Nos bastidores, porém, a mensagem é clara: a crise política dentro da ALAP não está mais restrita às paredes internas  tornou-se assunto do Estado.

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