Autoritarismo orçamentário: Governo do Amapá retém recursos vitais da capital em suposta retaliação política

Governo do Amapá é acusado de reter recursos da Prefeitura de Macapá: perseguição política e irresponsabilidade administrativa

Mais uma vez, o Governo do Amapá se vê no centro de uma grave denúncia que escancara o desrespeito institucional e a falta de compromisso com o povo. Segundo o deputado estadual R. Nelson, o governo de Clécio Luís estaria retendo repasses obrigatórios de ICMS e IPVA que pertencem à Prefeitura de Macapá — valores fundamentais para a manutenção de serviços básicos como saúde, educação e limpeza urbana.

A denúncia, publicada nas redes do parlamentar, é grave: a retenção desses recursos configura crime de responsabilidade e ato de improbidade administrativa. “O povo de Macapá não pode ser punido por perseguição política”, afirmou o deputado, que anunciou ter acionado o Ministério Público e o Tribunal de Contas, além de preparar uma representação na Assembleia Legislativa para cobrar providências.

Caso a acusação se confirme, o governo Clécio Luís demonstra mais uma vez sua face autoritária e política de retaliação — punindo a população por divergências partidárias e transformando o Estado em instrumento de chantagem institucional. Enquanto isso, a capital sofre com buracos nas ruas, escolas sem estrutura e um sistema de saúde cada vez mais precário.

O governo, que deveria agir como mediador e garantidor da legalidade, parece adotar a velha tática da pressão política: travar recursos para enfraquecer adversários, ignorando que o verdadeiro prejudicado é o cidadão que paga seus impostos e espera, ao menos, que o básico funcione.

Reter repasses obrigatórios é brincar com o dinheiro público e com a dignidade de quem depende dos serviços municipais. O Amapá precisa de gestão responsável, não de politicagem rasteira. Se confirmadas as denúncias, o governador Clécio Luís e sua equipe terão que responder, não apenas à Justiça, mas também à indignação de um povo cansado de ser usado como moeda de troca no jogo político do poder.

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