Governo Clécio é acusado de perseguição e censura contra técnico paralímpico campeão
A vitória da atleta amapaense Wanna Brito, que conquistou medalha de ouro no Mundial de Atletismo Paralímpico, deveria ser um momento de celebração para o esporte do Amapá. Mas, por trás da conquista, emerge uma denúncia grave contra o governo de Clécio Luís, acusado de perseguir e censurar o técnico responsável pela preparação da campeã.
O professor Marlon Gomes, reconhecido como um dos melhores técnicos paralímpicos do estado e responsável por formar atletas multicampeões, foi afastado de sua função em um ato que pais, alunos e colegas classificam como perseguição política. Mesmo após a vitória mundial, em vez de reconhecer o trabalho do treinador, o governo tenta capitalizar a conquista para sua imagem.
A situação se agravou quando o próprio governador publicou em suas redes sociais uma foto ao lado de Wanna Brito e outros . Nos comentários, dezenas de atletas e familiares pediram a volta do professor Marlon Gomes ao cargo. A resposta da equipe de Clécio foi apagar sistematicamente as mensagens, numa clara tentativa de silenciar críticas e sufocar o debate público.
Estamos diante de uma atitude que beira a contradição e o absurdo: o governo posa ao lado da medalha de ouro, mas expulsa e censura o técnico que construiu a vitória. Mais do que um desrespeito ao profissional, trata-se de uma ofensa ao esporte paralímpico, que há anos luta por reconhecimento e apoio.
Ao perseguir um treinador de referência e calar vozes legítimas nas redes sociais, a gestão de Clécio Luís coloca em xeque não apenas seu compromisso com o esporte, mas também com a liberdade de expressão e o direito democrático de manifestação.
O recado que fica é perigoso: para o governo, vale mais a foto para propaganda do que a dignidade de quem constrói medalhas. Enquanto isso, atletas, pais e a comunidade esportiva exigem respeito e clamam pela volta do professor Marlon Gomes ao cargo que lhe foi tomado de forma arbitrária.
O Amapá precisa decidir: vai aplaudir medalhas apenas quando rendem likes políticos, ou vai valorizar quem realmente faz história no esporte?