Vergonha no Hospital de Emergência: Funcionários da ALFHA estão há dois meses sem salário e vivendo à base de restos de comida

Vergonha no Hospital de Emergência: Funcionários da ALFHA estão há dois meses sem salário e vivendo à base de restos de comida

A situação no Hospital de Emergência de Macapá (HE) é escandalosa. Funcionários terceirizados da empresa ALFHA, contratada pelo Governo do Estado do Amapá, denunciam que estão há dois meses sem receber salários e vales.

O drama não para por aí. Segundo os relatos, os trabalhadores não têm direito à alimentação e sobrevivem de restos de comida quando sobra algo no centro cirúrgico ou nas UTIs. Em alguns casos, a única refeição do dia vem quando outro colega cede parte do seu almoço ou jantar.

“Em casa já não temos mais nada além de água na geladeira. Quem paga aluguel chega muitas vezes chorando ao trabalho, porque não tem de onde tirar. Alguns já estão sem energia elétrica em casa”, desabafa um funcionário desesperado.

A denúncia escancara um abandono vergonhoso: aqueles que mantêm o hospital funcionando, que atendem vidas diariamente, estão sendo tratados como descartáveis.

Enquanto isso, a ALFHA silencia e o governo do Amapá finge que não vê. A pergunta que não quer calar: até quando o Estado vai permitir que trabalhadores passem fome dentro do maior hospital público do Amapá?

Se o governo tem dinheiro para contratos milionários, também deve ter responsabilidade de fiscalizar as empresas terceirizadas e garantir que o básico – salário e comida – seja respeitado.

É hora de o governador e a Secretaria de Saúde explicarem à sociedade: quem vai responder por esse crime social dentro do HE?

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