Macapá- AP – O relato da dona de casa Rosiane Barbosa expõe uma crise silenciosa na saúde pública do Amapá. Em uma publicação feita nesta quinta-feira, ela detalha a saga de sua mãe, que está internada há mais de 15 dias na Unidade de Estadual de Internação (UEI) do bairro Laguinho, em estado grave.
Tudo começou com uma simples dor de cabeça. A idosa foi buscar atendimento. De acordo com Rosiane, os profissionais do local administraram uma dose de sódio “muito rápido” na paciente. “Dês daí nossa vida virou de cabeça para baixo”, desabafa a filha. “Ela entrou andando e falando, e agora não fala mais.”
O estado crítico da paciente, no entanto, é agravado pela falta de assistência adequada. Rosiane denuncia que sua mãe está “definhando” sem realizar exames essenciais. Ela atribui a situação ao fechamento de clínicas conveniadas que teriam fechado as portas para pacientes internados devido à falta de repasses financeiros do governo do estado.
A crise seria tão grave que, segundo a denúncia, até mesmo a distribuição de água mineral para os pacientes internados foi interrompida. “Preciso da ajuda de vocês para fazer essa publicação chegar a esse governo que gastou milhões na ExpoFeira e agora a saúde pública pede socorro”, apela Rosiane.
O desespero da família é evidente no pedido final: “Precisamos que o Ministério Público saiba o que está acontecendo”. O caso levanta sérias questões sobre as condições das unidades de saúde administradas pelo governo do estado e a suposta falta de investimento na área, contrastando com verbas destinadas a outros eventos.
Às Autoridades: A reportagem tentou contato com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para se pronunciar sobre as acusações, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O Ministério Público do Estado do Amapá (MPE-AP) também foi acionado para comentar se há conhecimento do caso e se irá apurar as denúncias.