Pedra Branca pede respostas e ação imediata antes que a crise se transforme em tragédia social irreversível.
Pedra Branca do Amapari atravessa um dos períodos mais sombrios de sua história recente. Desde outubro de 2024, quando o então vice-prefeito Marcelo Pantoja assumiu o Executivo, a cidade mergulhou em um cenário de instabilidade, atrasos salariais e contratos milionários que contrastam com a dura realidade vivida pela população.
Servidores da educação denunciam meses sem pagamento, com auxiliares, manipuladores de alimentos e trabalhadores gerais recebendo apenas parte de março e abril, restando em aberto os meses de maio, junho e agosto. Muitos já abandonaram os cargos, enquanto outros resistem sem perspectiva de quando terão seus direitos respeitados. Professores também sofrem: acumulam quase 50% de defasagem salarial, sem o cumprimento do piso nacional da categoria, ignorado desde 2017.
Enquanto isso, a prefeitura declara calamidade financeira, mas firma contratos que ultrapassam cifras milionárias: quase R$ 1 milhão para serviços de palco, som e iluminação e mais de R$ 5 milhões com uma clínica médica, cujos serviços a população sequer consegue identificar.
Para piorar, vereadores alegam estar de mãos atadas, atribuindo os problemas a cortes inexistentes no Fundeb e declarando não possuir “poder ” para enfrentar a situação.
A indignação cresce diante de um quadro em que a fome, a incerteza e a desvalorização do funcionalismo público empurram famílias ao limite. Moradores falam em “pedido de socorro”, temendo que a falta de perspectivas obrigue a saída de muitos para outros estados, em busca de dignidade e sobrevivência.
Pedra Branca pede respostas e ação imediata antes que a crise se transforme em tragédia social irreversível.