BOMBA POLÍTICA EM MACAPÁ
Gravação revela: presidente da Câmara, Pedro Dalua, oferece secretaria no Governo Clécio para vereadora abandonar apoio a Furlan
Uma denúncia protocolada no Ministério Público do Amapá (MP/AP) expõe uma das movimentações mais graves da atual legislatura em Macapá. O presidente da Câmara Municipal, Pedro Dalua (União Brasil), foi flagrado em uma gravação oferecendo a Secretaria da Mulher do Governo do Estado para a vereadora Luana Serrão (União Brasil), com o objetivo de convencê-la a romper com a base de apoio do prefeito Dr. Furlan (MDB) e, ao mesmo tempo, enterrar o processo de cassação partidária que a ameaça.
O diálogo, repleto de revelações comprometedoras, mostra que Dalua fala em nome de forças políticas ligadas ao governador Clécio Luís e ao senador Davi Alcolumbre, reforçando que “o jogo está pesado” e que há uma verdadeira operação para arrancar a cadeira do prefeito Furlan.
Na gravação, Dalua chega a admitir que poderia “fazer incursões sem autorização do governador e do Davi”, revelando que a pasta da Mulher já estava “reservada” para Luana em articulação anterior. Ele detalha ainda que o acordo incluiria espaços no governo para o pai da vereadora, além da garantia de manutenção de estrutura na Câmara, caso aceitasse a proposta.
“O que eu poderia me propor a fazer é justamente trabalhar com o líder a extinção de qualquer tipo de movimentação (de cassação) (…) Teu pai numa condição também trabalhar para o governo (…) E a secretaria da Mulher contempla bons espaços lá dentro. Isso é o que eu poderia me propor a fazer.” – diz Dalua no áudio.
A revelação escancara um esquema de cooptação política que envolve cargos estratégicos, favorecimentos pessoais e um movimento orquestrado para enfraquecer a gestão municipal de Furlan. O caso agora está nas mãos do MP/AP, que poderá abrir investigação por chantagem política, improbidade administrativa e tráfico de influência.
Enquanto isso, nos bastidores, cresce a percepção de que Governo e Câmara estão unidos em uma ofensiva direta contra o prefeito, apostando em estratégias de bastidor e acordos de poder para mudar o equilíbrio político em Macapá.
Essa denúncia pode ser o estopim de uma das maiores crises políticas do Amapá em 2025.